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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Citação de Pesquisa na escola: o que é, como se faz, de Marcos Bagno

 


O segundo passo é uma simples troca de sílaba. Em vez de rePEtir alguma coisa, nós devemos reFLEtir sobre ela. A gramática tradicional, que vem norteando o ensino da língua há quase dois mil anos, não é uma ciência: é uma doutrina. Como toda doutrina, ela tem seus dogmas, que devem ser aceitos sem contestação e transmitidos intactos às gerações futuras. A nomenclatura gramatical, por exemplo, que usamos até hoje - sujeito, objeto, advérbio, subjuntivo, pretérito, antônimo, preposição, artigo, etc. - é a mesma proposta pelos gregos antes de cristo. O que o ensino gramatical faz, então, é repetir esses mesmos termos, conceitos e definições, sem submetê-los a uma análise profunda.

A atitude oposta é a atitude investigativa, reflexiva e crítica. Em vez de se contentar em receber um pacote pronto e passá-lo adiante, o cientista da linguagem abre esse pacote e vai ver o que tem lá dentro, por que aquelas coisas estão reunidas daquele jeito, para que elas servem realmente, para quem elas podem de fato ser úteis, se elas deviam mesmo estar ali, se o nome que elas recebem é adequado etc. etc.

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. 20. ed. São Paulo: Loyola, 2006. p. 82-83.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Citação de A Gaia Ciência, de Nietzsche

 


 

A meditação perdeu toda a dignidade de sua forma; ridicularizou-se o cerimonial e a atitude solene daquele que reflete e não se poderia continuar a suportar um homem sábio ao velho estilo. Pensamos depressa, pensamos pelo caminho, em plena marcha, no meio de negócios de toda espécie, mesmo quando se trate de pensar nas coisas mais sérias; basta-nos apenas um pouco de preparação e até mesmo pouco silêncio: - é  como se nossa cabeça contivesse uma máquina em movimento constante, que continuasse trabalhando mesmo nas condições mais impróprias para o pensamento. Outrora, quando alguém queria pensar - era realmente uma coisa excepcional!; era visto tornar-se mais calmo e preparar sua idéia [sic]: contraía o rosto como se fosse para uma oração e parava de caminhar; alguns ficavam até mesmo imóveis durante horas - apoiados numa só ou nas duas pernas - na rua, quando o pensamento "vinha". Isso era chamado "pensar".  

Nietzsche, Friedrich. A gaia ciência. Tradução de Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2006. p. 44-45.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Citação de Qual é a tua obra?, de Mario Sergio Cortella



Nenhum e nenhuma de nós é capaz de fazer tudo certo o tempo todo de todos os modos. Por isso, você só conhece alguém quando sabe que ele erra, e quando ele erra e não desiste. E dizem: ah, é por isso que a gente aprende com os erros? Não, a gente não aprende com os erros. A gente aprende com a correção dos erros. Se a gente aprendesse com os erros, o melhor método pedagógico seria essas bastante. (É bom lembrar que todo cogumelo é comestível. Alguns apenas uma vez).

CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 24. ed. Petrópolis, RJ, Vozes, 2015. p. 29-30.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Citação de A constância do sábio, de Sêneca

 

 

Não há porque julgues ser grande a nossa divergência [entre Sêneca e Epicuro]. Aquilo que é visado como único objetivo recebe das duas correntes filosóficas o mesmo parecer, isto é, o desdém pelas injúrias e para os insultos, coisas que eu denomino sombras e sugestões de ofensas. Aliás, para o menosprezo delas não é necessário ser sábio. Basta o bom senso para dizer a si mesmo: "Isto me acontece merecido ou imerecidamente? Se merecido, não é agravo e sim justiça. Se imerecido, o vexame da injustiça recai sobre quem praticou".

SÊNECA. A constância do sábio. Tradução de Luiz Feracine. São Paulo: Escala, 2007. p. 64.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Citação de Pesquisas e experiências em sala de aula


 

Esperamos [...] que este livro proporcione oportunidades de descobertas por meio de compartilhamentos de trabalhos desenvolvidos com pesquisa em sala de aula por professores que honram seu papel social de formar cidadãos críticos, letrados social e digitalmente, para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária.


APRESENTAÇÃO. In: VASCONCELOS, Francisco Fábio Pinheiro de; MELO, Deywid Wagner de (org.). Pesquisas e experiências em sala de aula. Salvador, BA: Quarteto Editora, 2023. (Coleção Profiletras na Prática). p. 13 [9-13].

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Citação de A constância do sábio, de Sêneca

 

Aquele que, com respaldo de sua racionalidade, atravessa pelas vicissitudes humanas, com ânimo divino, não abre espaço para acolher a injúria.

Pensas tu que só do lado dos homens não possa advir injúria?

Garanto que nem sequer da parte da fortuna, já que essa sempre que se encontra com a virtude, nunca se iguala a ela.

Se mesmo aquela prova máxima, além da qual não subsiste ameaça alguma, seja da parte de leis severas, seja da parte dos senhorios crudelíssimos, onde a fortuna encontra barreiras para seu império, nós a recebemos, de modo plácido e todo conformado, sabendo ser a morte não um mal e que por isso ela deixa de implicar injúria, então, com muito denodo, suportaremos todas as demais contrariedades, danos, dores, afrontas, lutas familiares e separações. Todas essas coisas, ainda que assediem o sábio, não o afogam porque tais ocorrências não o entristecem, mesmo quando agridem com assaltos sucessivos.

Posto que o sábio tolera, com controle, as injúrias oriundas oriundas da fortuna, quanto mais então irá suportar as originadas de homens prepotentes que são meros instrumentos dela.

SÊNECA. A constância do sábio. Tradução de Luiz Feracine. São Paulo: Escala, 2007. p. 42.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Citação de Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade, de bell hooks

 

A escola mudou radicalmente com a interação social. O zelo messiânico de transformar nossa mente e o nosso ser, que caracterizava os professores e suas práticas pedagógicas nas escolas exclusivamente negras, era coisa do passado. De repente, o conhecimento passou a se resumir à pura informação. Não tinha relação com o modo de viver e de se comportar. Já não tinha ligação com a luta antirracista. Levados de ônibus a escolas de brancos, logo aprendemos que o que se esperava de nós era a obediência, não o desejo ardente de aprender. A excessiva ânsia de aprender era facilmente entendida como uma ameaça à autoridade branca.

Quando entramos em escolas brancas, racistas e dessegregadas, deixamos para trás um mundo onde professores acreditavam que precisavam de um compromisso político para educar corretamente as crianças negras. De repente, passamos a ter aula com professores brancos cujas lições reforçavam os estereótipos racistas. Para as crianças negras, a educação já não tinha a ver com a prática de liberdade. Quando percebi isso, perdi o gosto pela escola. A sala de aula já não era um lugar de prazer ou de êxtase. A escola ainda era um ambiente político, pois éramos obrigados a enfrentar a todo momento os pressupostos racistas dos brancos, de que éramos geneticamente inferiores, menos capacitados que os colegas, até incapazes de aprender. Apesar disso, essa política já não era contra-hegemônica. O tempo todo, estávamos somente respondendo e reagindo aos brancos.

Essa transição das queridas escolas exclusivamente negras para escolas brancas onde os alunos negros eram sempre vistos como penetras, como gente que não deveria estar ali, me ensinou a diferença entre a educação como prática de liberdade e a educação que só trabalha para reforçar a dominação.


HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013. p. 11-12.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Citação de Ensaios, de Montaigne


Como quer que seja e quaisquer que sejam as inépcias que me passam pela mente, não as esconderei, como não esconderia meu relato se em vez de jovem e belo me representasse calvo e grisalho como o sou, em verdade. Exponho aqui meus sentimentos e opiniões, dou-os como os concebo e não como os concebem os outros; meu único objetivo é analisar a mim mesmo e o resultado dessa análise pode, amanhã, ser bem diferente do de hoje, se novas experiências me mudarem. Não tenho autoridade para impor minha maneira de ver, nem o desejo, sabendo-me demasiado mal instruído para instruir os outros.

MONTAIGNE, Michel de. Da educação das crianças. In: MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. 4. ed. Tradução de Sérgio Milliet. São Paulo: Nova Cultural, 1987. vol. 1, p. 76.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Citação de A constância do sábio, de Sêneca

Não há nada, na natureza, de tão sacro que não seja atingido por algum desrespeito. As coisas divinas não perdem seu privilégio de respeito máximo porque existe sempre quem intenta contra sua magnitude transcendente. Invulnerável não é o que não está sujeito a ser alvejado e, sim, o que não pode ser lesado.

................................

Não resta dúvida ser mais firme a força nunca derrotada do que aquela que não enfrenta obstáculo. Por isso, dúbias são as forças nunca testadas, ao passo que consistente é a firmeza que repele qualquer investida.

Haja então ciência do seguinte: É dotado de melhor consistência de ânimo o sábio a quem injúria alguma danifica do que o indivíduo que jamais foi alvejado. 

Eu denomino valoroso aquele a quem as contradições não abatem ou não atemoriza a aproximação do inimigo O mesmo já não de quem se acerca da ociosidade píngue em meio a companheiros abúlicos.


SÊNECA. A constância do sábio. Tradução de Luiz Feracine. São Paulo: Escala, 2007. p. 25-26. 

sexta-feira, 29 de março de 2024

Citação de Pesquisa na escola: o que é, como se faz, de Marcos Bagno


Ensinar a aprender é criar possibilidades para que uma criança chegue sozinha às fontes de conhecimento que estão à sua disposição na sociedade. A vida de hoje é caracterizada por um verdadeiro bombardeio de informações. Para todo lado que olhamos, nos deparamos com alguma dessas "bombas" prontas para explodir: televisão, rádio, cinema, jornais, revistas, folhetos, livros, Internet, CD- ROM.... Essas "bombas" podem estar também armazenadas em "arsenais" específicos: livrarias, bibliotecas, museos, salas de espetáculo, centros culturais, circos, escolas, monumentos históricos, prédios públicos, fábricas, empresas, laboratórios, jardins zoológicos, supermercados, shopping centers, jardins botânicos, estações de metrô, galerias de arte....

Tudo isso junto cria um verdadeiro labirinto onde é muito fácil alguém se perder, a menos que tenha um bom fio de Ariadne para se orientar. E esta é mesmo a palavra-chave: orientação. Se o professor abrir mão de seu papel fundamental de orientador da aprendizagem de seus alunos, estará se responsabilizando pelo que vier a acontecer com eles ao tentarem atravessar esse labirinto, que na verdade é um grande campo minado. Afinal, não falei em "bombas" só porque gosto de metáforas exageradas. muito, mas muito mesmo do que anda solto por aí disfarçado de "informação" não passa, na verdade, de "bombas" de inutilidades, modismos, pseudociências, superstições e futilidades. (Faça você mesmo o teste: pegue a grade de programação diária de alguma emissora de televisão das mais assistidas e tente filtrar o que é "bomba" e o que tem algum valor formativo ou informativo...)

Ensinar a aprender, então, é não apenas mostrar os caminhos, mas também orientar o aluno para que desenvolva um olhar crítico que lhe permita desviar-se das "bombas" e reconhecer, em meio ao labirinto, as trilhas que conduzem às verdadeiras fontes de informação e conhecimento.

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. 20. ed. São Paulo: Loyola, 2006. p. 14-15.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Citação de Tratado sobre a tolerância, de Voltaire


 

Finalmente, essa tolerância nunca provocou uma guerra civil; a intolerância cobriu a terra de carnificinas. Que se julgue agora entre essas duas rivais, entre a mãe que quer que seu filho seja degolado e a mãe que o cede, contanto que viva.

Não falo aqui senão do interesse das nações; respeitando, como devo, a teologia, só considero neste escrito o bem físico e moral da sociedade. Rogo a todo leitor imparcial para que pese essas verdades, as retifique e as difunda. Leitores atentos, que comunicam entre si suas ideias, sempre vão mais longe que o autor.

VOLTAIRE. Tratado sobre a tolerância. Tradução de Antonio Geraldo da Silva. São Paulo: Escala, [2006]. p. 37.

sexta-feira, 15 de março de 2024

Edições da revista Graduando: entre o ser e o saber (UEFS, Letras, 2010-2021)




A necessidade que percebi em fazer essa postagem decorre da impossibilidade de acesso a todas as edições da revista Graduando: entre o ser e o saber, via site da UEFS (inativo desde o final de 2021), e, no blogue do periódico, a duas edições completas, n. 10 e n. 11 - problema resolvido em maio de 2025. Deixo aqui acesso às edições completas de todos os números publicados desta revista acadêmica da graduação em Letras, projeto do qual participei, com tantas outras pessoas, desde a sua elaboração, em 2009, até março do ano de 2022, e que já conta com mais de 130 citações em postagens de blogs, artigos, monografias, dissertações, teses, livros didáticos, simulados, projetos pedagógicos e outras produções na internet - veja uma planilha com as citações clicando AQUI.

A LÍNGUA PORTUGUESA COMO PRÁTICA SOCIAL NO COTIDIANO DE RIACHÃO DO JACUÍPE
Graciely Cândido Macêdo
Luziane Amaral de Jesus
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)

IMPORTÂNCIA DAS APLICAÇÕES DA TRANSDISCIPLINARIDADE NA EDUCAÇÃO HUMANA
Carolina Oliveira Guedes
Juliete Gomes Machado
Maria José Pereira de Brito
Suzana de Jesus Brito
Vilma Ramos Machado

O CONTEXTO SÓCIO-POLÍTICO-CULTURAL E A TEXTUALIDADE NA MÚSICA “ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES E OS ROLLING STONES”
Flávia Rodrigues dos Santos
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)

DIVERGÊNCIAS CONCEITUAIS: GRAMÁTICA NORMATIVA X DESCRITIVA
Inérzia Kaliane Torres Leite
Joana Gomes dos Santos Figuereido

RESUMINDO: OS LIVROS DIDÁTICOS E O GÊNERO TEXTUAL
Alexsandra Alves dos Santos Lima

A FORMAÇÃO DO DITONGO – ÃO: DO LATIM PARA O PORTUGUÊS MODERNO
Neildes Batista Silva

EL CABALLERO DE LA TRISTE FIGURA: LA COMPOSICIÓN DE UN ANTIHÉROE
Alexsandra Alves dos Santos Lima

DON QUIJOTE: EL “OTÁRIO” DEL SIGLO XVII
Jackeline dos Santos Andrade

A MULHER IDEAL E A MULHER SUBVERSIVA: REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO EM DOIS CONTOS DE MACHADO DE ASSIS
Bruno dos Santos Silva

ASPECTOS DE CRUELDADE E IRONIA NO CONTO: “MISSA DO GALO”, DE MACHADO DE ASSIS
Jacilene Marques Salomão

O ANTI-DISCURSO HISTÓRICO DA MANIFESTAÇÃO POPULAR EM VIVA O POVO BRASILEIRO, DE JOÃO UBALDO RIBEIRO
Maurício de Oliveira Santos
Rubens Edson Alves Pereira (Orientador)

GRACILIANO RAMOS: O ESCRITOR E O HOMEM
Eliseu Ferreira da Silva

 

CULTURA NA ESCOLA
Arabelle Nogueira Alves
Aurea Vandian Ramos
Carla Viviane Lima Cerqueira
Kalila Carla Gomes da Silva
Sara Cristina da Silva
Marinalva Lopes Ribeiro (Orientadora)

COMO E POR QUE TRABALHAR COM A POESIA NA SALA DE AULA
Eliseu Ferreira da Silva
Wellington Gomes de Jesus

ANÁLISE DOS CLÍTICOS EM JORNAIS FEIRENSES DO SÉCULO XX
Admilson Fagundes dos Santos
Clarisse Bezerra de Santana
Cleide Silva de Azevedo
Daniele Portugal de Almeida
Danilo Cerqueira Almeida
Davi Santana de Lara
Denise Nascimento Paulo
Renilton dos Santos Lima

ANÁLISE COMPARATIVA DE DOIS AUTOS DE DEFLORAMENTOS: A QUESTÃO RACIAL EM DESTAQUE
Jacilene Marques Salomão
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

O DISCURSO NA POESIA DE ILDÁSIO TAVARES: UM ESTUDO DA COESÃO E DA COERÊNCIA TEXTUAL
Flávia Rodrigues dos Santos
Girlene Lima Portela (Orientadora)

O CONTEXTO E O INTERTEXTO NA MÚSICA PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES, DE GERALDO VANDRÉ
Adriana Alves Santana
Joseane de Jesus Pereira Araujo
Laila Kelly Almeida Jesus
Telma de Oliveira Santana

O PROCESSO DE TRANSPOSIÇÃO DE LINGUAGEM NA OBRA O PAGADOR DE PROMESSAS
Nayara Carneiro Santiago
Cláudio Cledson Novaes (Orientador)

JESUS CRISTO HUMANIZADO EM O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO: RELEITURA CRÍTICA DA HISTÓRIA BÍBLICA
Ana Célia Coelho
Ediléia Pereira dos Santos
Graciely Cândido Macêdo
Joseane de Jesus Pereira Araujo

HANS STADEN E MEU QUERIDO CANIBAL: VISÕES ANTAGÔNICAS NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL
Ana Célia Coelho
Roberto Henrique Seidel (Orientador)

EL AMOR DEVOTADO A DULCINEA POR DON QUIJOTE DE LA MANCHA: UN BREVE COMENTARIO
Arabelle Nogueira Alves
Edson Oliveirada Silva (Orientador)

RETRATOS DO SERTÃO NO VOCABULÁRIO DA OBRA ESSA TERRA, DE ANTÔNIO TORRES
Ana Célia Coelho
Ivanete Martins de Jesus
Jacilene Marques Salomão
Jailma dos Santos Figueredo
Poliana dos Santos Alexandrino

O REFLEXO SOCIAL DO AMOR NA POESIA DE CAMÕES E JORGE DE SENA
Julielson Albernaz de Oliveira
Alessandra Leila Borges Gomes (Orientadora)

 

A (IN)EXCLUSÃO DOS SURDOS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO: SENSIBILIZANDO PROFESSORES E COMPARTILHANDO SABERES
Graciely Cândido Macêdo
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)
 
PRÁTICAS DE ENSINO NA SALA E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Anna Carolina Machado Mendes
Danielle Evangelista Batista
Fernanda dos Santos Almeida
Jamile de Jesus Anunciação
Pollyana Souza Cerqueira
Taijara Santos dos Santos
 
A INTERCULTURALIDADE EM O SANDUÍCHE DA MARICOTA: COMPARTILHANDO SABERES
Graciely Cândido Macêdo
Luziane Amaral de Jesus
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)

EDIÇÃO SEMIDIPLOMÁTICA E ANÁLISE DO DISCURSO DE UM AUTO DE DEFLORAMENTO DO SÉCULO XX
Ivanete Martins de Jesus
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)
 
PRESENTE NO JORNAL FOLHA DO NORTE DA DÉCADA DE 1940
Gleide Conceição de Jesus
Josenilce Rodrigues de Oliveira Barreto
Lidiane Ferreira Silva
Rosana Maria Carneiro Rios
Viviane Macedo de Jesus
 
DETERMINA-ME OU DEVORO-TE: UMA CONSIDERAÇÃO SOBRE (A FALTA DE)  CRITÉRIOS ADOTADOS PARA A DEFINIÇÃO DE SUJEITO INDETERMINADO E ORAÇÃO SEM SUJEITO EM LIVROS DIDÁTICOS
Laudelino Santos Oliveira
Edna Ribeiro Marques Amorim (Orientadora)
 
LITERATURA E MUNDIVIDÊNCIA NO CONTO O CAÇADOR
Danilo Cerqueira Almeida
 
A XIFOPAGIA DO AMOR E DO CIÚME EM CAMÕES E DAVID MOURÃO FERREIRA
Rafael Santos Silva
Alessandra Leila Borges Gomes (Orientadora)
 
LA ESPAÑA DE GUERRA EN EL CUENTO MUY LEJOS DE MADRID
Arabelle Nogueira Alves
 
MURILO RUBIÃO: UMA RESENHA CRÍTICA DO CONTO O PIROTÉCNICO ZACARIAS
Flávia Rodrigues dos Santos
Graciely Cândido Macêdo
 

LEITURA DE FÁBULAS EM SALA DE AULA
Elma Jane das Virgens Silva Santos
Flávio França (Orientador)

LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL: INSERÇÃO DO TEXTO EM SALA DE AULA
Débora de Cássia da Silva Cerqueira

FACES DE UM LIRISMO PLUVIAL: IMAGENS DE CHUVA EM RUY ESPINHEIRA FILHO
Jaciene de Andrade Santos

O FIO DO MISTÉRIO NO CONTO “TEIA DE ARANHA” DE MIGUEL TORGA
Adilson Silva de Jesus
Adriana Souza Santana

SÁTIRA VICENTINA: SEÇÃO ANTICLERICAL
Bárbara Daiana da Anunciação Nascimento

OJOS INQUIETOS: UNA MIRADA CRÍTICA DE LA POSGUERRA EN ESPAÑA DEL SIGLO XX
Arabelle Nogueira Alves


O PERÍODO COMPOSTO NA GT: ANÁLISE DE CRITÉRIOS SINTÁTICOS E SEMÂNTICOS
Jeovan Farias Fonseca
Edna Ribeiro Marques Amorim (Orientadora)

LA INFELICIDAD FEMENINA EN BODAS DE SANGRE, DE FEDERICO GARCÍA LORCA
Daniela Rocha de França

AS IMAGENS DO SENTIMENTO AMOROSO NAS CANTIGAS DE AMOR TROVADORESCAS E NA MÚSICA BREGA
Jaciene de Andrade Santos
Tainá Matos Lima Alves
Maria das Graças Meirelles (Orientadora)

 

UMA RESENHA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Lorena Silva da Mata

EM QUE MEDIDA É POSSÍVEL INCORPORAR A IDEOLOGIA DE AUTORES DA ÁREA EDUCACIONAL NA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Flágila Marinho da Silva Lima

O VOCABULÁRIO DA MODA: REVISTAS O CRUZEIRO E MANCHETE DE 1950
Adriele Coutinho de Oliveira
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

DA ANÁLISE DA MÚSICA COMO GÊNERO TEXTUAL E TEXTO MULTIMODAL AO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Jéssica Carneiro da Silva
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)

REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS SOBRE O PROFESSOR EM CHARGES
Dirlane Bispo de Cerqueira

UMA TERRA QUE SONHA E QUE ANDA
Thairane de Jesus Nascimento

 

O CANGAÇO NO CINEMA NACIONAL: NOVAS PERSPECTIVAS DO TEMA NO FILME CORISCO E DADÁ
Rosana Carvalho Brito

A CULTURA DAS FEIRAS LIVRES NO FILME A GRANDE FEIRA, DE ROBERTO PIRES
Beatriz Lima do Carmo
Cláudio Cledson Novaes (Orientador)

INOVAÇÕES LEXICAIS NO TEXTO LITERÁRIO
Thairane de Jesus Nascimento
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

OS MODOS DE VENDER ARTE POPULAR EM FEIRA DE SANTANA: UMA INTERFACE ENTRE LINGUAGEM E SOCIEDADE
Hudson José Soares da Silva
Carla Luzia Carneiro Borges (Orientadora)

O HIPOPÓTAMO QUE ME ARREBATOU: UMA ANÁLISE SOBRE MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
Bartira Barreto dos Santos

PERMANÊNCIA E RASURA — CINCO VEZES SERTÃO: LITERATURA, CINEMA E OUTRAS ESCRITURAS
Rosana Carvalho Brito
Cláudio Cledson Novaes (Orientador)

POESIA DE RUÍNAS: ANTERO DE QUENTAL E A DESTRUIÇÃO DA ORDEM ANTIGA
Thairane de Jesus Nascimento


A MÚSICA COMO RECURSO PEDAGÓGICO NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA: UMA EXPERIÊNCIA DO PIBID UEFS INGLÊS
Bruna Souza Rocha Oliveira
Luciana de Jesus Lessa Censi (Orientadora)
Silvania Cápua Carvalho (Orientadora)

UNIDAD TEMÁTICA DE BASE INTERCULTURAL: UNA PROPUESTA PARA LAS CLASES DE ESPAÑOL COMO LENGUA EXTRANJERA
Kate Rayanny dos Anjos Bomfim

A LEXIA “MULHER” EM GABRIELA, CRAVO E CANELA E EM DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS: UM ESTUDO LÉXICO-SEMÂNTICO
Neusa Silveira Correia

CONSIDERAÇÕES SOBRE O VOCABULÁRIO REGIONAL NA OBRA VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS
Adriele Coutinho de Oliveira
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM: ABORDAGENS GERATIVISTAS A PARTIR DO FILME O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN
Rosana Carvalho Brito
Huda da Silva Santiago (Orientadora)

MEU ARMÁRIO N’O CORTIÇO: A HOMOSSEXUALIDADE DE ALBINO E SUA INFLUÊNCIA COM O DETERMINISMO
Romário Sena Oliveira

TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA: UMA ANÁLISE SOBRE O NACIONALISMO ROMÂNTICO
Carise Suane de Jesus Santos
Vanessa dos Santos Pereira
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)


DIFICULDADE NA LEITURA: A SUPERAÇÃO DESSE PROBLEMA AINDA NO ENSINO FUNDAMENTAL
Maria Rosane Vale Noronha Desidério
Joilma Maria de Freitas Trindade
Pâmela Araújo de Souza Cintra
Marinalva Lopes Ribeiro (Orientadora)

UMA ANÁLISE SOBRE O ENSINO DE LITERATURA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO ESTADO DO PARÁ
Evelim mendes dos Santos Jayna
Karolyne de Souza Santos

TABUS LINGUÍSTICOS: AS DESIGNAÇÕES POPULARES DO ÓRGÃO SEXUAL MASCULINO
Ana Paula Santana Conceição
Edenilda Rosa de Castro
Patrícia Santos de Jesus Brito
Rogério Francisco dos Santos
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS NA ESCOLA: UM OLHAR SOB O VIÉS DA LINGUÍSTICA TEXTUAL
Max Silva da Rocha
Marcos Apolinário Barros

INTERTEXTUALIDADE: POSSÍVEIS DIÁLOGOS
Joilma Maria de Freitas Trindade
Maria Rosane Vale Noronha Desidério
Palmira Virgínia Bahia Heine Alvarez (Orientadora)

TERMOS FRANCESES DA CONFEITARIA PRESENTES NA GASTRONOMIA BRASILEIRA
David Santos Lemos Carmo
Rita Maria Ribeiro Bessa (Orientadora)

A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DA REPRESENTAÇÃO DA MULHER BAIANA EM PROPAGANDAS
Vanessa dos Santos Pereira
Palmira Virgínia Bahia Heine Alvarez (Orientadora)

EPIFÂNIO DÓRIA: UMA CARTA, UMA HISTÓRIA DE SERGIPE
Matheus Souza Tavares
Renata Ferreira Costa (Orientadora)

A INSERÇÃO DA LITERATURA NA COMPOSIÇÃO DOS PERSONAGENS QUEIROSIANOS
Bianca Meira Lopes

HOMEM, ANIMAL AUTOBIOGRÁFICO, ANIMAL DA CONFISSÃO: REFLEXÕES SOBRE A LITERATURA CONFESSIONAL DE DARCY RIBEIRO
Mauricio Alves de Souza Pereira

INTERTEXTUALIDADE AUTRANIANA: RELAÇÕES ENTRE LUCAS PROCÓPIO E MADAME BOVARY
Lara da Silva Cardoso
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)

O PADRE E A MOÇA: DE CARLOS DRUMMOND A JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE
Rosângela Ramos Conceição

A MÍMESE PULVERIZADA EM A HORA DA ESTRELA, DE CLARICE LISPECTOR
Manuela Solange Santos de Jesus


ENSINO DE PORTUGUÊS: ENTÃO ME CONTE SEUS “PROBLEMAS”
Jessica Mina de Sousa
Regiane de Souza Costa
Heloísa Barreto Borges (Orientadora)

EDIÇÃO FAC-SIMILAR, DIPLOMÁTICA E MODERNIZADA DE UMA QUEIXA-CRIME DE FURTO DO SÉCULO XX
Stephanne da Cruz Santiago
Bruna Souza Rocha Oliveira
Nathalia dos Santos Dantas
Josenilce Rodrigues de Oliveira Barreto (Orientadora)

A LINGUÍSTICA MODERNA E FERDINAND DE SAUSSURE: DISCUTINDO CONCEITOS
Max Silva da Rocha

ABORDAGEM TRADICIONAL E ABORDAGEM LINGUÍSTICA: UMA REFLEXÃO TEÓRICA SOBRE O CONCEITO DE ANÁLISE SINTÁTICA
Welber Nobre dos Santos
Vera Lúcia Viana de Paes

AS REGÊNCIAS DOS VERBOS ASSISTIR E NAMORAR NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E O DESAFIO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Manoel Crispiniano Alves da Silva
Isaú Silva Lima
Silvana Silva de Farias Araújo (Orientadora)

O CAMPO AOS OLHARES DE EÇA DE QUEIROZ E CESÁRIO VERDE
Aline de Freitas Santos
Andréa Silva Santos (Orientadora)

OS ASPECTOS DO NARRADOR DE WALTER BENJAMIN: DIÁLOGOS E AFINIDADES ENTRE JOSÉ LUANDINO VIEIRA E JOÃO GUIMARÃES ROSA
Rafael Martins Nogueira

A INFIDELIDADE NO TEATRO VICENTINO: UM ESTUDO DO AUTO DA ÍNDIA
Cristina Sulivânia Oliveira Nunes
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)
Wellington José Gomes Freire (Coorientador)

DE MACHADO DE ASSIS A MOACYR SCLIAR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS PERSONAGENS PRINCIPAIS DE CIUMENTO DE CARTEIRINHA E DOM CASMURRO SOB A PERSPECTIVA PSICOLÓGICA
Bianca Grela
Camila Heloise Paes

AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS E SUAS RASURAS NOS ESTEREÓTIPOS SOCIAIS EM PONCIÁ VICÊNCIO
Douglas Santana Ariston Sacramento

O CORPO FEMININO NA POESIA GALEGO-PORTUGUESA: COMPARAÇÕES ENTRE AS CANTIGAS DE AMOR E AMIGO
Lara da Silva Cardoso
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)

A PERSISTÊNCIA DO IDEÁRIO CAVALEIRESCO MEDIEVAL EM ABISMO, DE CARLOS RIBEIRO
Daniele da Cruz Almeida
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)

REFLEXÕES SOBRE A HOMOAFETIVIDADE NO CONTO "AQUELES DOIS", DE CAIO FERNANDO ABREU
Andréa Santos Costa Alexandre Pedrosa
Andréa Silva Santos (Orientadora)

LITERATURA E SOCIEDADE: REFLEXÕES À LUZ DE UM HOMEM: KLAUS KLUMP, DE Filipe Filipe Araujo dos Santos
Manuela Solange Santos de Jesus
Rosana dos Santos Soares

VIOLETA: ENTRE EL DEBER Y EL DESEO
Aline de Freitas Santos


A DIDÁTICA NO ENSINO DE LITERATURA
Vanessa Ádrian de Sousa Oliveira
Luma Sousa da Costa
Nelson Duarte Pereira Neto
Maria das Dores Nogueira Mendes (Orientadora)

EDIÇÕES FILOLÓGICAS DE UM PROCESSO-CRIME DE ESTUPRO DO INÍCIO DO SÉCULO XX
Eliene Pinto de Oliveira
Josenilce Rodrigues de Oliveira Barreto (Orientadora)

O INTERDISCURSO PELA PERSPECTIVA DE ENI ORLANDI NA LETRA DA MÚSICA AL CAPONE, DE RAUL SEIXAS
Bianca Grela
Carola Silva Pola
Maria Heloisa Teixeira da Silva

UM ESTUDO DA REPRESENTAÇÃO DA MULHER PROSTITUTA EM LUCÍOLA, DE JOSÉ DE ALENCAR
Cristina Sulivânia Oliveira Nunes
Wellington José Gomes Freire (Orientador)

NARRADOR, PERSONAGENS E O DEVIR ANIMAL EM “TENTAÇÃO”, DE CLARICE LISPECTOR
Lorena Salviano Alves
Mariângela Alonso (Orientadora)

SEM FÉ, NEM LEI, NEM REI: UBIRAJARA E A METAFICÇÃO HISTORIOGRÁFICA
Fernanda de Oliveira Conceição
Andréa Silva Santos (Orientadora)

MÉMORIA DO INTERIOR BAIANO: NACIONALISMO INTEGRALISTA NA POESIA DE EULÁLIO MOTTA
Bruna Ellen de Moura Calixto
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)

MEU QUERIDO CANIBAL: A RECRIAÇÃO DA HISTÓRIA DOMINANTE
Izaias Araújo das Neves Paschoal 

A POESIA ERÓTICA DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Cássia Aparecida Oliveira da Silva


ACESSO A PODCASTS COMO REFLEXO DA DISPOSIÇÃO DE INFORMAÇÕES EM UM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
Daniel Martins de Brito
Maria Eduarda Gama Almeida

IS AN ENGLISH CLASS WITHOUT A TEXTBOOK POSSIBLE?
Nayara Stefanie Mandarino Silva

A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA PERSPECTIVA DOS JOGOS DIGITAIS: UMA ABORDAGEM DAS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Luciano Santos Xavier
Mylena Cerqueira da Silva
Luciana de Araújo Pereira (Orientadora)

O VOCABULÁRIO DO SERTÃO NORDESTINO DE GRACILIANO RAMOS EM VIDAS SECAS
Késsia Almeida Lima
Lucas Souza Brasil
Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (Orientadora)

A TRANSITIVIDADE VERBAL NO GÊNERO CRÔNICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Cláudia Barbosa Bastos Araújo
Lílian Maria de Souza
Naiara dos Anjos Costa
Girlene Lima Portela (Orientadora)

O DISCURSO E SUAS FACES SEGUNDO FOUCAULT
Matheus Farias Dantas
Tânia Maria Augusto Pereira (Orientadora)

A PRESENÇA DO AMOR CORTÊS E RESQUÍCIOS TROVADORESCOS NO POEMA “A MULHER QUE PASSA” DE VINICIUS DE MORAES
Sérgio dos Santos Santana

OU ISTO OU AQUILO: A INGENUIDADE DO OLHAR INFANTIL E A INSPIRAÇÃO PELO COTIDIANO
Thiago Lucius Alvarez Amaral

RAUL POMPEIA AOS OLHOS DE VERÍSSIMO E BOSI: APROXIMAÇÕES E CONTRASTES DE VERSÕES TEÓRICAS
Lorraine Duran Beduschi
Renan Paes Nascimento

COSMIM: MEMÓRIA E MORTE
Douglas Santana Ariston Sacramento

LECCIONES PARA UNA LIEBRE MUERTA: LITERATURA Y POSMODERNIDAD EN MARIO BELLATIN
Vinicius de Paula Aragão

MÁSCARAS AO CHÃO: O CRONÓTOPO PROVINCIANO E A MASCARADA EM O DIABO MESQUINHO
Rafael Bonavina

FLORBELA ESPANCA E JOSÉ RÉGIO SOB A QUADRA IMPRESSIONISTA
Atos Paulo Rodrigues Silva
Guilherme de Moura Cunha


TEATRO E EDUCAÇÃO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA A POTENCIALIZAÇÃO DAS CAPACIDADES COGNITIVAS
Bruno Lopes de Almeida
Irlana Jane Menas da Silva (Orientadora)

A ESCRAVIDÃO NO MUNDO GREGO ANTIGO E SEU DEBATE EM SALA DE AULA: PROBLEMATIZANDO A PRECÁRIA ABORDAGEM DAS MINORIAS SOCIAIS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA
Fernanda de Oliveira Conceição
Andréia Silva de Araújo (Orientadora)*

APONTAMENTOS SOBRE UMA MEMÓRIA DIALÓGICA
Fábio Luiz de Castro Dias

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA DO 6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Daniel Rodrigues Paes Landim

O NARRADOR EM ABISMO: UMA ANÁLISE DE ESAÚ E JACÓ (1904), DE MACHADO DE ASSIS
Carolina Bezerra Medeiros
Lucas José de Mello Lopes
Maria Regina Soares Azevedo de Andrade

MITO E HQ: AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS COMO PORTAL DE ACESSO AOS TEXTOS CLÁSSICOS
Larissa Cruz Santos

O ESPAÇO DAS CIDADES EM EVIDÊNCIA NO ROMANCE LEALDADE (2001), DE MÁRCIO SOUZA
Eline Maiara Belém de Mesquita
Mirelly Paolla Borges de Carvalho
Renan Torres da Costa
Liliane Batista Barros (Orientadora)

ASPECTOS DO ROMANTISMO NO POEMA “CONFISSÃO”: A POÉTICA CRÍTICA DE MARIA FIRMINA DOS REIS
Tâmara Ramalho da Silva
Tristan Nathanael Veras Pedrosa


MAPEAMENTO DISCURSIVO DA BIBLIOTECA DO SESC CENTRO (FEIRA DE SANTANA)
Bruno Freitas de Carvalho Moreira
Ester Gomes Reis

A RETRATAÇÃO DO BULLYING E DA HOMOFOBIA NO CONTO “COLÉGIO” DE RUBEM FONSECA
Renan Ferreira da Silva

O ESVAECIMENTO DE EURÍDICE E A IMPORTÂNCIA DO FEMINISMO
Talita Ferreira Ferraz


* Não está registrado no trabalho como orientador(a), mas é.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Citação de A Constância do Sábio, de Sêneca


Catão não enfrentou as feras cuja captura cabe aos caçadores montanheses e aos campônios. Também não viveu na época em que se acreditava que o céu estava suspenso sobre os ombros de único homem.  

Ultrapassadas as antigas crendices, tendo já despontado um século de maior acuidade, Catão entrou em conflito com a ambição, esse mal multiforme, com sua imensa volúpia de poder que o retalhamento de todo o orbe entre três homens não conseguiu aplacar.

 Ele se posicionou isolado contra os vícios de uma cidade em degenerescência que afundava sob o próprio peso. 

 Tanto quanto lhe foi possível, retardou o desmoronamento da República. No final, arrastado por ela, preferiu segui-la na ruína que ele retardara por muito tempo. Em decorrência disso, extinguiu-se junto o que não era justo ficar separado: nem Catão vivendo após a morte da liberdade nem a liberdade após a morte de Catão.


SÊNECA. A constância do sábio. Tradução de Luiz Feracine. São Paulo: Escala, 2007. p. 23.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Citação de A Gaia Ciência, de Nietzsche



- Trecho da reflexão "Nobre e vulgar":

Mas se os homens de exceção não se consideram eles próprios como exceções, como é que alguma vez poderiam compreender as naturezas vulgares e avaliar sua regra de forma equitativa! - Falam então, eles também, da loucura, da inadequação e do espírito fantasioso da humanidade, totalmente surpresos por causa do frenesi do mundo que não quer reconhecer o que "lhe importa". - Essa é a eterna injustiça dos homens nobres.

 Nietzsche, Friedrich. A gaia ciência. Tradução de Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2006. p. 42.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A QUEM EDUCA

Artur da Távola
"A quem educa" é uma crônica do livro Mevitevendo (1977)


Educa quem educará. E quem aprender a perder. Quem, ou cuja obra, permanecer muito depois do momento de educar. Educará quem for capaz de dar no presente, com decisão, coragem e sem culpas, tudo o que no futuro fizer lembrar - ainda que com dor mas se possível com muita alegria - o momento da educação.

Educar é perder sempre as batalhas do imediato. Menos o amor de quem percebe o quanto ele preside o gesto do educador. É perder qualquer pretensão do reconhecimento e saber que quando ele vier - se vier - já tempo não haverá para receber o agasalho de sua manifestação, nem como reparar as injustiças feitas, o silêncio, a falta do "muito obrigado". É perder porque é aceitar perdurar apenas na lembrança. É perder porque em qualquer sistema, em qualquer estrutura, em qualquer institucionalização de qualquer coisa sobre a face da terra, o verdadeiro educador estará ameaçando algo até mesmo tudo aquilo em que ele próprio acredita, porque o verdadeiro educador é o que acompanha as mutações da vida, dos tempos, dos comportamentos. É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no seu próprio ato de educar. Porque educar é educar-se a cada dia. E é ser capaz da equidistância de esquemas, sistemas ou fórmulas infalíveis e donas da verdade última das coisas.

Eu educo hoje com valores que recebi ontem para pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, os conheço. Os de hoje, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Educo com os de ontem (os da minha formação)? Perderei os hojes e os amanhãs. Educo com os de hoje? Perderei o que havia de sólido nos de ontem e nada farei pelos de amanhã, que já serão outros? Educo com os de amanhã? Em nome de quê? De adivinhações? Da minha precária maneira de conceber um amanhã que escapa pelos desvãos meu cérebro?
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. Se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências à custa das crianças. Se uso os três, sofro. Mas educo.

Por isso educar é perder sem perder-se. Sempre. É ameaçar o estabelecido. Sempre. Mas é tudo isso sendo, também, integrar. Viver as perplexidades das mutações; conviver honradamente com angústias e incertezas; ir dormir cravado de dúvidas, mas ter sensibilidade para distinguir o que muda do que é apenas efêmero; o que é permanente do que é renovado.

É dormir assim e acordar no dia seguinte renovado pelo trabalho interior e poder devolver ao aluno, ao filho ou amigo, a segurança, a fé, a confiança, formas éticas de comportamento, seu verdadeiro sentido de independência e de liberdade, seus deveres sociais consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade, a parte que lhe cabe no esforço comum.

Educa quem educará. Quem for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde o amor e o livre arbítrio seguem as bases. Educa quem educará porque capaz de dotar os seres dos elementos de interpretação dos vários “presentes” que surgirão repletos "passados em seus futuros".

O ser humano não é naturalmente bom, nem é naturalmente mau. O ser humano é um feixe de emoções em conflito, de poderes em confronto. Mas alicerces básicos em seu comportamento, comuns a qualquer latitude ou longitude do terráqueo. Educa quem os fortalece, quem é capaz de dar proteínas, vigor e confiança ao lado humano do amor, mais forte que o do ódio, tanto que permite a vida do homem sobre a face da terra. E só quem educa transforma, por mais que as pessoas se iludam com o resto.

Educa a velha professora de quem nos lembramos, sabe Deus porque, milênios depois, num momento em que sua lembrança não tinha razões aparentes para vir à tona, como o velho tio, o amigo, o pai e a mãe que saltam do passado com aquele olhar, aquela observação sobre a vida, à época julgados absurdos por nós. Educa aquele que só entendemos muitos anos depois e quando entendemos o espírito se liberta de antiga pressão, também amada de remorso enrustido.

Educa o que nos exigiu forças de que nos julgávamos desprovidos. Esforços de que nos acreditávamos incapazes. Confrontos conosco mesmo de que tanto fugimos e tantas desculpas menores encontramos para não defrontar. Educa quem integra, sempre e sempre pedaços de uma realidade realmente mais ampla do que nós. E só quem educa, em qualquer nível de atividade, merece viver integralmente as paradoxais intensidades de que é feita a vida.


Blog do escritor, falecido em 2008.

sábado, 10 de setembro de 2011

Para que servem os grandes homens, de Ralph Waldo EMERSON




"O homem é endogênito e a educação é o seu desenvolvimento."

"Uma grandeza estranha é o antídoto do espírito de facção."

"A criança crê na existência de um mestre que lhe pode vender a sabedoria."

"O dom é contrário à lei do universo. Servir a outrem, é servirmo-nos"

"Nosso globo manifesta as suas virtudes ocultas, não somente nos heróis e arcanjos, mas também nas madrinhas e nas amas-de-leite."

"Se os homens são benéficos, é pela inteligência e pelas afeições. Outro qualquer socorro, quanto a mim, é uma falsa aparência."

"A nossa tendência para fazer a nossa delícia da razão, degenera em idolatria de arauto. É especialmente quando um espírito dotado de um método poderoso instruiu os homens, que encontramos os exemplos de opressão. O domínio de Aristóteles, a astronomia de Ptolomeu, o crédito de Lutero, de Bacon, de Loke - em religião, a história das hierarquias, dos santos e das seitas que tomaram cada uma o nome de seu fundador, são uma prova disso.  Ai de mim! todo homem assim é uma vítima. A fraqueza dos homens convida sempre o poder e a imprudência. Um talento vulgar deleita-se em poder deslumbrar e cegar o espectador, mas o verdadeiro gênio, procura defender-vos contra ele próprio. Não quer por forma alguma empobrecer mas libertar, e acrescentar novos sentimentos. Se um sábio aparecesse na nossa aldeia, criaria, naqueles que conversassem com ele, uma nova consciência de riqueza, abrindo-lhes os olhos para que vissem os bens desprezados, estabeleceria um sentimento de igualdade imutável, sossegar-nos-ia dando-nos a certeza de que não poderíamos ser logrados, porque cada um discerniria os entraves e as garantias da sua condição. Os ricos veriam os seus erros e a sua pobreza, os poderosos os seus meios de salvação e os seus recursos."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sobre algum tempo das letras


O efeito mais notável da divisão do trabalho é a decadência da literatura.

Na Idade Média e na Antiguidade o letrado, espécie de doutor enciclopédico, sucessor do trovador e do poeta, que sabia tudo, podia tudo. A literatura, sobranceira, regia a sociedade; os reis procuravam o favor dos escritores ou se vingavam de seu desprezo queimando-os, a eles e a seus livros. Mas ainda era uma forma de reconhecer a soberania literária.

Hoje, se é industrial, advogado, médico, banqueiro, comerciante, professor, engenheiro, bibliotecário etc., mas não se é mais homem de letras. Ou melhor, alguém que se tenha elevado a um grau pouco mais notável em sua profissão é por isso mesmo e necessariamente letrado: a literatura, como o bacharelado, se tornou parte elementar de toda profissão. O homem de letras, reduzido a sua expressão pura, é o escritor público, um tipo de caixeiro viajante de frases pago por todos e cuja variedade mais conhecida é o jornalista.

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O interesse pelo romance não se sustenta senão quando se aproxima da realidade; a história se reduz a uma exegese antropológica; por toda parte, enfim, a arte de falar bem parece como a auxiliar subalterna da ideia, do fato. O culto da palavra, muito lento para os espíritos impacientes, é negligenciado e seus artifícios perdem cada dia mais sua sedução.

Numa sociedade nascente, o progresso das letras precede necessariamente o progresso filosófico e industrial e por muito tempo serve a ambos de expressão. Mas chega o dia em que o pensamento transborda a língua e então, por conseguinte, a preeminência conservada pela literatura se torna pura para a sociedade um sintoma seguro de decadência.

A linguagem é, com efeito, para cada povo a coleção de suas ideias nativas, a enciclopédia que lhe revela primeiramente a Previdência; é o campo que sua razão deve cultivar, antes de atacar diretamente a natureza pela observação e pela experiência. Ora, desde que uma nação, após ter esgotado a ciência contida em seu vocabulário, em lugar de prosseguir sua instrução por uma filosofia superior, se envolve em seu manto poético e se põe a brincar com seus períodos e hemistíquios, pode-se ousadamente definir que essa propriedade está perdida.

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Que não se tenha, pois, ilusões: a partir do momento em que o espírito, primeiramente todo ele contido no verbo, passa para a experiência e o trabalho, o homem de letras propriamente dito nada mais é que a personificação raquítica da menor de nossas faculdades; e a literatura, refugo da indústria inteligente, só encontra consumo entre os ociosos que diverte e os proletários que fascina, os malabaristas que assediam o poder e os charlatães que nela se defendem, os hierofantes do direito divino que embocam a trombeta do Sinai e os fanáticos da soberania do povo, cujos raros órgãos, reduzidos a ensaiar a sua facúndia tribunícia sobre os túmulos, esperando que faça chover dardos do alto e que só sabem dar ao público paródias de Graco e de Demóstenes.

PROUDHON, Pierre-Joseph. I - Efeitos antagônicos do princípio da divisão. Cap. III - Evoluções econômicas: Primeira época – A divisão do trabalho. In: Filosofia da Miséria. Trad. Antônio Geraldo da Silva. Ed. Escala. São Paulo – SP, 2007.