Mostrando postagens com marcador Letras sem forma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Letras sem forma. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Citação de Mevitevendo, de Artur da Távola (Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros)

 

 
 
Deus é sempre um pouco mais,. Mesmo no menos. Ele é minha procura, nova, a cada encontro. É meu fluxo de vida e não a minha vida. É minha amargura tanto quanto minha alegria, porque está na dimensão do que não tenho mas sei que existe porque Dele me fala o mistério: o doce mistério, da amarga mas perfumada trajetória, átomo da eternidade, fagulha de esperança, a que chamamos vida e atribuímos tanto, quando apenas é um espasmo da carne em forma de ser e susto. E o que é isso para o Absoluto?

TÁVOLA, Artur da. Muito pessoal. In: TÁVOLA, Artur da. Mevitevendo. 7. ed. Rio de Janeiro: PGL-Comunicação, 1981. p. 23 [22-23].

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Citação de Poema, de Danilo Cerqueira

Foto: Danilo Cerqueira
Foto: Danilo Cerqueira

 
 
Poema
 
Olho e saio da vida
Com o risco de esfolar o grão
Que cresce no entorno do vago
Com a órbita do homem em vão
 
Grave e leve, semente à vista, pesa e voa!
Infunde no vácuo o seixo molhado
Poço d'água ao sol entoa
Que a certeza da queda é o ocaso...
 
22/08/2013

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Poema Longe

O tempo não está nem aqui nem lá

vai nos espaços de sentimentos

e perde senso de direção...

Está aqui, está ali, 

acompanha quem sente conjuntamente

e acorda ao possível contato

de quem está ao lado... de quilômetros a anos-luz...


Lado a lado em telas, palavras, sons...

entre temas e tons, significa o termo que falta

o conforto que acalma, o afago que enternece.

Assim, certeza que se segue, vive-se!

Finca-se o nome e o peso das ações e emoções...

... emoações que diluem laços e limites...

 

27/05 a 1/7 de 2024

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Mañana...

                        Para Ana, Terra...

 

Análoga e certa, à luz de girassol,

continua a grande lua a anelar

letra, arco, gérberas... e a centrar

a liberdade... Cirandam genéticas artérias...

 

Cá e lá, aos nomes e pessoas

arbitro... figuras, rostos, fatos e atos... 

e ponho a fio a tela de esperança!


Ah, é a Terra, é tudo que há nela!

Universo? Sim, único verso

a abraçar enquanto acarinha

o saber que acerta em sentir...


Há tempo? Não é preciso...

Sonhos provam desta querência

e já são neblina de manhã...

 

Se ao chão deixa água rara

umedece a alma no olhar:

concentra alegria à lágrima

e anima o riso a chorar.


 

Amo do Almo Termo, 31 de maio de 2024.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Em menos tempo do que ontem

 

Em menos tempo do que ontem, até porque estou usando outro recurso para registrar  as palavras hoje, creio que vou escrever menos texto do que nos dois dias anteriores. Isso não deve ser problema, pois mesmo assim estou aqui, com mais vontade do que habilidade, com mais razão do que saber,  com mais de menos do que de mais... 

Deixando esses jogos de palavras de lado, prefiro comentar coisas do dia (e da tarde e da noite) para, delas, partir para questões atemporais... esperanças, esperanças... Hoje finalmente pude correr... correr... correr, fisicamente. Prazer inenarrável, ouvindo música então, melhor ainda. Não, eu não sou desses que se entrega ao corpo de forma mecânica, como máquina que funciona até a exaustão de seus componentes ou que apresenta qualquer defeito pelo uso exagerado. Procuro pensar, entre essa espécie de cansaço satisfatório, sobre coisas importantes para mim, assuntos e questões morais, éticas e sociais. Entre a observação de gestos e corpos ao longo de quase duas horas de exercício, vou meio.que me descobrindo como pessoa, cidadão, homem, ser socialmente constituído, mas que tem um contexto e ambiente condicionante (não determinante) e constante, articuladamente correlacionante, a me e a nos espreitar e tragar para seus domínios de convenções, digamos, específicas.

Esse é o destino dos resistentes: lutar a luta mais vã, como ilustra Drummond com as... Palavras!

Não lutar com as palavras talvez seja fechar os olhos ao seu sinal...

Bons momentos... e fins de tarde... e madrugadas...

 

Feira de Santana, BA, 8 de maio de 2021.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Madrugada

Tempo de minhas palavras

Onde está? Onde estão?

Vejo e sinto esforço apenas

Perto do céu e do vão...




quarta-feira, 10 de abril de 2024

Poemas Pueris I (anteriores a 2006 e ocasionalmente adaptados)

Fragatas veem o amanhacer
Luzes imitam a fagulha da chama
Anistiam o negro de você
O radiante olhar de quem te ama

.....................................................

Apaga-se da tela a referência
Ressurgindo abaixo do sol
Caminhando entre a circunferência
Aquece a estrela só

.....................................................

Amada amiga
Antiga, altruísta, querida
Teus gestos bem delineiam o encanto dos luares
Véu de simplicidade sobre a fronte
Acredito de talvez exista liberdade... no teu abraço
Alvo, teu jeito, 
Um gesto, um veio
A vida escorre pelo tempo
E tu escorres pelos dedos
E vens para junto de mim

.....................................................

Criança

Sorrindo, a criança vai indo
Encontrar o sol da vida que raia
Sem prever qual será o sol de amanhã,
Antes que a inocência caia e recaia
Ao longo da doce vida normal.

Uma criança apenas vive,
Apenas sabe do agora.
Apenas sente quando há hora.
Apenas sente quando chora.

.....................................................

Ser ou não ser um grão
Que um dia os outros verão
Ou mais dois olhos
Na multidão

Apenas sentindo ou
Simplesmente refletindo
Sobre minha vida
Que é uma ação
Provida de uma eterna inter-rogação?

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Virada?


Não sei porque estou escrevendo prestes a dormir. Talvez tenha medo do sono, do escurecer as vistas e não mais as levantar. Tudo parece um pouco sem sentido quando estamos prestes a dormir, vamos nos desligando do mundo até que, de repente, os olhos fecham... e sabe-se lá quando vão abrir novamente... Hão de abrir novamente, como a maioria de nós acorda horas depois...
Volto a escrever com sono este texto hoje, pouco mais de dois meses depois de ter começado, para enfim dar cabo desta ideia que se faz verbo, substantivo e tantas outras classes gramaticais, digamos, de uma forma básica de expressão linguística. Espero chegar ao final antes do dia seguinte, mas talvez não seja mais possível, pois tenho pouco mais de 15 minutos. Será?... Ouço um pouco de música enquanto tento escrever. Se a música é conhecida e boa, fujo um pouco do texto e presto atenção aos sons que me levam a  muitos anos anteriores... a dias pueris e desbravadores de espaços e pessoas... uma espécie de sono existencial, retorno aos primórdios da minha formação, de meu agir no mundo... e do mundo agindo em mim. Fim... 
Consegui?

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Citação de Mevitevendo, de Artur da Távola (Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros)

 

O importante para mim é que este este livro, ou uma de suas crônicas, ou apenas frases, sejam buscadas como se procura os poetas: às vezes; com frequência variada; mas sempre, em horas de solidão, de encontros, de fraternidade e comunhão.
Se isso ocorrer com você, terei justificado internamente o ato de publicá-lo.

TÁVOLA, Artur da. Mevitevendo. 7. ed. Rio de Janeiro: PGL-Comunicação, 1981. Epígrafe [p. 5].

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Ambi e n t e 03

Luar...

Deixa que a maré e a brisa da montanha

encantem o olhar de quem precisa

de porto e de pousada para encontrar...


Luar...

Mesmo que um nome masculino

te chame ao avesso, não viremos lobos

quando teu sinal, cheio, de fantasia nos encantar...


Luar...

parte do mundo humano, do intenso canto...

de presença e sintonia, de oferta e energia

sabida de estar grande linda, minha esperança

de vida de um universo controverso de alegria.

Danilo Cerqueira

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Ambi e n t e 02

Aqui...

não mais será o posto

porque esquecido pelo absorto

e adstringente credo: prestígios.

Ainda assim... será a imagem semiacúsctica

que, relembrada, caminhará ao longo

de momentos que deflagram a grande ideia,

emocionante admiração, contrito orgulho...

palavras no vento, ar de espirro...

digno de espanto e alta... auto... ato civilizado 

entre aqui e lá. Então...


Danilo Cerqueira

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Ambi e n t e 01

Quartzo... em estado de ato
Quente propalar da vida
Molda as faces da estrada?
Condensa os aromas da floresta?
Sublima visões do sonho
E realiza a corredeira maravilhosa
Da existência recífica, enclítica
Em ser de mim, disperso em areia
lembrada e reunida, mítica, em deserto

Danilo Cerqueira

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Ontem

Ontem nasceu outra coisa...

Vista de longe, aquilo poderia não vingar

Soube por ouvir falar, mas entendi...

A fé renovará, mesmo, o que não se ganhar!


Se o sonho não é possível ao dormir, desperte...

Ame o que puder boquiaberto, mudo...

Não acredite no que está vendo, solerte...

Duvide do que sente aqui... no verso arguto!


Fim do dia. Palmas à história...

O olhar no horizonte, à madrugada, descobre

A escuridão e o frio, as vãs palavras... o tempo e a glória...

Valoram o sol, o ser e a futura fala...


Ontem para bilhões entre nós...

Inumeráveis para tantos vós...

Incríveis cordas que suavizam o sentido

E indefinem o senso... e redimem o escrito.


Se a noite interliga os dias, a poesia

Que não se credita, indigna, haverá

De estar no verso da linha, na distância

Que ilimita os versos, o que nego, aí, ao olhar...


D. C. Almeida

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Escritos da Esperança II

O que fazer em 30 minutos? São momentos em que se pode tentar viver o que não se vivencia a vida inteira! Talvez o que devamos nos arrepender pelo resto de nossas vidas? Não podemos ser tão duros com nossos pensamentos, mas devemos conversar e ouvir o outro que há em nós, aquele que nos faz rir de nós mesmos - santo remédio - para continuar a viver em tantos momentos difíceis e cheios de constrangimentos.

Lá se vão alguns minutos... lá se foram alguns minutos, para ser mais exato... e já perdendo mais minutos... Ou ganhando mais minutos? Poxa, se estamos perdendo minutos até a morte, estamos ganhando minutos a partir da vida. E isso é o que importa? Importa mesmo é o ponto de vista que posso desenvolver nesta fração do dia... Essa é a questão, o que nos move? A contagem regressiva para a morte ou os acréscimos contínuos para a vida? A cada 30 minutos... uma revolução completa de pensamento pode acontecer... "É preciso estar atento e forte", lembro desse trecho, procuro na internet e descubro que o verso seguinte é "Não temos tempo de temer a morte". Divino, maravilhoso! - é o nome da letra da música desses dois versos, sucessivos na canção cuja autoria é dos também baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil...

Coincidências... elas sempre começam do nada e preenchem tudo, toda a nossa perspectiva de imaginação, até o próximo lance de captura de mais uma ideia arrebatadora da consciência na contingência de nossa vida, que, se por um lado encurta, por outro se alonga. Os 30 minutos estão acabando... Eu precisei de menos do que isso para forjar lembranças que jamais esquecerei.

Esses trinta minutos não vão acabar é nunca! Tilintarão pela esperança da eternidade...


DC Almeida, 5/10/2021

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Ideias e poemas

Não sei, e isso é o essencial

estar onde o corpo não pode chegar

e poder alcançar o que somente

tenho a entregar ao pensar...


Se posso não conseguir, tento ao menos

para que o mais que consiga seja o mínimo

feito com pouco, de tanto extremo...

meu máximo, no entanto, ínfimo...


e assim deixo no tempo as horas perdidas

a erva daninha, um acaso inútil, o nó incisivo 

entre o teto e o papel, a tela e a dita...

a ideia que irrita o mesmo arado início...


Danilo Cerqueira

0h de 04 de junho de 2020

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Flores de maio


Terminei, ó encéfalo! Sísmico,

expansionista, fui-me de letra a letra

enfeixar as certezas e atribuir ao único

que avisto, vivo, a acústica, a imagem... que agrega!


Miríades de caracteres, milhares de palavras...

Seres e ideias... centenas de frases.

A folha, a página... é muro de exaltações, árias

perdidas, vencidas, mas... aves!


Vi... ver... a pá... lavrar a terra de meu pensar

e desta medrar ao céu, em haste, o mero vocal...

e o riso, após o mito: sem sopro para acordar, 

secreta universos... segreda o verso outonal.


DC Almeida, 10/05/2021


sexta-feira, 7 de maio de 2021

Seis e sete de maio de dois mil e vinte e um

Esta página de papel ou virtual

não esconde o ser entre lados.

Olhos e sons, línguas e tons...

e pensamentos entrelaçados!


O mesmo que publica

auxilia a vista do outro 

a adentrar no ermo, na lida

da letra, no termo... Louros!


Grato, sim! Ser assim e...

sorrir extasiado ante mim!

Encarar o ti de cada um, se...

forte ser empoderar afim!


Em madrugadas, entrementes... noites, dias!

Ser a fender o tempo magistrado

Entra a remeter ao todo reintegrado, à algaravia,

as letras, o estilhaço dos significados!


DC Almeida

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Lembrei-me dos livros

Foto: DC Almeida, 2020

Entrei ao quarto.

Piso sujo, gavetas abertas e desarrumadas. livros fazendo um peso horrendo em cima da cama sem lençol.

Minha bancada estava uma mesa de despacho. Precisava mesmo era mandá-la, por completo, sumir sem deixar vestígios! Sem vendê-la, queria mesmo era comtemplar todo o recinto numa consumição em cinzas holográficas... Estou com muita dor de cabeça. 

Assim saí dessa maneira deformada de ver, aqui, esta deformação e deitei na cama. 

Lembrei-me dos livros, acima da cama, abaixo do céu... a meu lado.


DC Almeida, 29/04/2011.

domingo, 26 de julho de 2020

domingo, 12 de abril de 2020

MÁ... TEMÁTICA


Contêm, não contêm...
Está contido, não está contido...
Prefeito, governador, presidente... políticos eleitos... indicados, comissionados, concursados...
Executivo, Legislativo, Judiciário...
Cuidam das mesmas pessoas...
Função, ação, missão... do cargo.

Feira de Santana, 7 de abril de 2020.