Uma escrita em povo
não tem letras ou palavras
símbolos móveis e orgânicos
alimentam o que pensa o mudo
e ressoam em batidas de coração
Uma escrita em povo
não descarta a jogada perdida
a palavra cuspida e o insulto aterrador.
Isso mesmo: eles existem e não existem
pensamos e não pensamos
entre o ontem e o amanhã
Uma escrita em povo
não descreve o dia a dia
honra preconceitos e prudências
"a mão que afaga é mesma que apedreja"
e os Anjos são homens fendidos e ofendidos
Entre o que hoje se pensa e dissimula
E o amanhã iluminado... areia em pó
Danilo Cerqueira
08/06/2016
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quarta-feira, 8 de junho de 2016
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Lelismos da cuca
Madrugada...
Olhar a mata, densa, arquisserena
Deslumbre às falsas alas da folha
Linhas em urnas: ondas e horizonte
Para os lelismos da cuca.
Danilo Cerqueira
26/06/2013 00h30
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