Estou cansado...
Mais um pouco e fecho os olhos como a transição de 23h59 para 0h, como uma cortina do dia antigo para o novo momento, do novo dia, ainda no escuro. Recompor energias para, quando acordar, inundar a vida das pessoas com atitudes e pensamentos. Não perdido nas próprias palavras, mas orientando-as para construir o edifício da vida, vou me arrastando nestes momentos que antecedem o meu sono. Talvez seja melhor contar tijolinhos do que ovelhinhas... quem sabe assim não construo a morada de meus sonhos nos moinhos de vento. Cuidando assim de minhas ideias, como não florescerão no vão da consciência cortesã, que convida a dançar na linda paisagem versada pelos poetas embriagados no aroma doce e de palavras perfumadas de sentido e sensações.
Emoções! Como não vivê-las? Como contê-las no puxado contínuo de nossos dias, no arrasto da rede de nossos contatos e presenças físicas e mentais, pescadas e criadas nas redes sociais, nos comentários de aconchego, de chamego amigo, de respeito meigo, de formalidades afetuosas... Cordialidade cidadã!
O sono não foi vencido, o tempo não parará, e não estamos sonhando. As palavras mais uma vez precipitam e não param de correr. Sentir isso não é escrever: meu bocejo só atrasa a próxima palavra, mas ela sai, e sairá, e sairão muitas outras, e tantas outras não serão registradas... Entretanto, o mais importante mesmo, ainda que não haja mais palavras hoje, é que mais dia menos dia, alguém vai ler isso e se sentir com vontade de escrever. Que venha o próximo escrito!
DC Almeida, 01/10/2021
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