| Foto: Danilo Cerqueira |
É mesmo assim: cai
uma folha e o universo transforma-se.
O que ainda não foi
mudado, mudará.
O que se perdeu na
memória, será lembrado ou mais ou menos revivido pela próxima geração.
Não conseguiu fazer
hoje, meu amigo, o dia seguinte oferece tantas oportunidades que, muitas delas
- nem percebemos - oferecem o obséquio da repetição.
Fiz e não deu
certo. Cada um sabe a graça que se encontra rindo pelo descompromisso com a
responsabilidade alheia, mas com a própria... Pensemos num domingo tipicamente
tropical. Nele, o riso diante do sol é apenas um riso num ambiente. Acredite,
não haveria também, ao mesmo tempo, um belo sorriso na neve ou na chuva?
Cada um de nós
propõe a si mesmo que num seguinte tempo qualquer será diferente. Diferença
nunca foi um argumento muito bom para autoentendimentos; mais, acredito, para
discordâncias e posteriores rompimentos. Tudo muito bem argumentado em pressões
de termos eufemisticamente bélicos.
Estar numa trilha
invisível escrevendo (e depois lendo) em linha reta num planeta em movimento
conforta quem provavelmente não se tocou de que estamos num planeta
"suspenso".
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