quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Verso e círculos!

Nesses versículos expostos à meia-luz, duma tela plana como um campo de futebol, ocorre o show da vida!
Deixando essa fantástica (risos) odisséia trocadilhística de lado, vejamos para o que viemos, caro leitor: algo escrito para além de quem é vc!
Precisamos realmente ler o necessário para entendermos o essencial?
É possível comparar grandes metáforas (definamos o que é ser pragmaticamente grande) a relações e conhecimentos do vulgo (povão mesmo!)?.
A este que lê o tal escrito dialógico, onde está sua desconfiança da incompreensibilidade de meu texto?
Será mesmo que o homem que escreve será o mesmo que lê? Lê numa manhã fria, no entanto escreve seca e quentemente; escreve ao sol, mas com uma umidade surreal. O ponto de partida para uma leitura é (mas pode não ser) o que gravita "visualmente" em torno do globo ocular que quem lê. Esta é a gravidade das coisas! O "corpo que olha" observa, mas age; vê, mas atua; perscruta, mas encabeça. Meu texto também é ação, não apenas a provoca. A flor que é linda também está em processo de embelezamento e, caso não tenhamos ainda atentado para o fato, de detruição também.

Danilo Cerqueira.

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