domingo, 26 de setembro de 2010

Ser inventivo, mas com bom senso.

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     A criatividade revela inteligência extrema, mas qual é o gênio que não tem uma pitada de loucura? As pessoas inventivas são engenhosas; aquelas que sabem escolher com sensatez, prudentes. A inventividade é também um dom, e muito raro, visto que muitos são bons de escolher, mas poucos são bons de inventar bem, e estes poucos foram os primeiros, na excelência e no tempo. A novidade é lisonjeira e, quando feliz, faz o que é bom brilhar duplamente. Em questões de discernimento a inventividade é perigosa, pois resvala no paradoxo; em questões de inteligência, é louvável, e, quando acertadas, as duas são dignas de aplauso.

Baltasar Gracián, A Arte da Prudência.

domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sujeitos Acadêmicos IV

Foto: DC Almeida

A renascença da Viuvinha

O encontro dos olhares.
O desejo sucumbe à fantasia
De sonhar e sonhar em amar
Na madrugada linda que caía.

A singeleza contagiante das duas almas.
- Reflete-nos a constante alegria
Que na manhã,
Ao canto do passarinho,
Descobre-se, naquele carinho,
A grande beleza da vida.

Encontrastes no toque das mãos,
Um mundo que se cria,
Um mundo que nos implica
Um momento em que vivamos
Um amor platônico.
Enfim, um toque que suplica,
Ao mundo, à multidão,
A um homem, a um coração,
Para que o amor novamente exista.

Danilo Cerqueira Almeida.
Em homenagem a José de Alencar, para a peça A viuvinha, apresentada em maio de 2001, no CEEMGA.

Foto: DC Almeida