domingo, 9 de janeiro de 2011

Esse 2011

Foto: Mariano Aido

O que "espero" para 2011...
"Espero" maior caminhada nas veredas do saber.
Não apenas no conhecimento formal, das instituições construidas em alvenaria, madeira ou outro composto físico que visa certo tolhimento visual.
Espero crescer como o amendoim.
Ele sementeia no interior da terra e não cresce, na mesma proporção, ao sopro do ar e daquele ventre tão fértil.
"Espero" não planejar demais, porque as visões não são sempre tão concretas quanto o que vivemos no intante das sensações.
Que esse tempo seja para conhecer mais sobre mim e mais sobre você conhecendo mais sobre mim numa relação com você.
Acredito mesmo nas circunvoluções, retornos, contornos, ou seja, compreensões (vários sentidos).
Um instante de "crescimento" não é imediato.
Esvaziado de toda a forma de soberba, está tão enlaçado à ombridade e respeito, espalhados pelo contexto de nossa existência, precisa ser estímulo em várias de nossas ações para enfim ser percebido(descoberto) como um (novo?) fragmento de conhecimento, como num intante mágico - frações de segundo.
O que acontecerá em 2011?
Dias serão vividos ao sabor de grandes conquistas, como o soerguimento da estrela da manhã e estes primeiros movimentos conscientes de inspiração e expiração.

domingo, 26 de dezembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

4§ - Sobre a erudição e os eruditos - Arthur Schopenhauer

Foto: Danilo Cerqueira


 
Para a imensa maioria dos eruditos, sua ciência é um meio e não um fim. Desse modo, nunca chegarão a realizar nada de grandioso, porque para tanto seria preciso que tivessem o saber como meta, e que todo o resto, mesmo sua própria existência, fosse apenas um meio. Pois tudo o que se realiza em função de outra coisa é feito apenas de maneira parcial, e a verdadeira excelência só pode ser alcançada, em obras de todos os gêneros, quando elas foram produzidas em função de si mesmas e não como meios para fins ulteriores. Da mesma maneira, só chegará a elaborar novas e grandes concepções fundamentais aquele que tenha suas próprias ideias como objetivo direto de seus estudos, sem se importar com as ideias dos outros. Entretanto os eruditos, em sua maioria, estudam exclusivamente com o objetivo de um dia poderem ensinar e escrever. Assim, sua cabeça é semelhante a um estômago e a um intestino dos quais a comida sai sem ser digerida. Justamente por isso, seu ensino e seus escritos têm pouca utilidade. Não é possível alimentar os outros com restos não digeridos, mas só com o leite que se formou a partir do próprio sangue[grifo meu].

Do livro A arte de escrever.