Eu não lia direito, mas, arfando penosamente, conseguia mastigar os conceitos sisudos: "A preguiça é a chave da pobreza — Quem não ouve conselhos raras vezes acerta — Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém." Esse Terteão para mim era um homem, e não pude saber que fazia ele na página final da carta. As outras folhas se desprendiam, restavam-me as linhas em negrita, resumo da ciência anunciada por meu pai. — Mocinha, quem é o Terteão? Mocinha estranhou a pergunta. Não havia pensado que Terteão fosse homem. Talvez fosse. "Fala pouco e bem: ter-te-ão por alguém." — Mocinha, que quer dizer isso? Mocinha confessou honestamente que não conhecia Terteão. E eu fiquei triste, remoendo a promessa de meu pai, aguardando novas decepções.
Leitura, capítulo/conto do livro Infância, de Graciliano Ramos.
Há, sem dúvida, um sublime conforto existencial na admiração mútua.
Acho esse sambinha (cunho carinhoso) muito legal. Sua simplicidade é ao mesmo tempo singela e profunda. O assunto vai e volta e, de uma suposta erudição depara com um diálogo que se propõe, de maneira muito universalizadora, transcendente aos embates entre saber e conhecimento e proclama a vitória do ser humano, mediada na letra pelo paralelo entre com o "bem conhecido" ambiente escolar e acadêmico.
Claro que eu tenho em mim as marcas dos tempos ruins
G#m7 Gº F#m7 C#7/F
Mas sou estudante é da felicidade
F#m7 D9 B/D# A/E Ebm7(b5)
Sorrio da lua vir, me comovo do sol raiar
G#7(b13)/C C#m7 F#m7 B7
Brigo com a tempestade
E G#7(b13)(b9)/C C#m7 G#7(b13)(b9)
Claro que eu tenho em mim as marcas dos tempos ruins
G#m7 Gº F#m7 C#7/F
Mas sou estudante é da felicidade
F#m7 D9 B/D# A/E D#m7(b5)
Sorrio da lua vir, me comovo do sol raiar
G#7(b13)/C C#m7 C#m7/B F#m7
Brigo com a tempestade
B7 E
E um dia eu chego lá!
C#7 F#m7 B7 E C#7
Se a vida é mesmo diplomação em sofrimento
F#m7 B7 B7/A G#m7(b5) C#7
Eu quase nunca faço a lição que é pra não aprender
F#m7 G#m7 Am7 D7 G#m7 C#7
Quando a tristeza vem, faço ela adormecer
C7 B7 F#m7 B7 E
Não quero mais, não quero mais sofrer
Essa é a capa do CD no qual encontrei essa música. Ivan Lins dispensa comentários (ou não). Celso Viáfora Não conhecia. Confesso que fiquei curioso sobre o trabalho dele. Vou buscando, na medida do possível, apreciar seu trabalho.
Não sei negar esmola
A quem implora a caridade
Me compadeço sempre de quem tem necessidade
Embora algum dia eu receba ingratidão
Não deixarei de socorrer a quem pedir o pão
Eu nunca soube evitar de praticar o bem
Porque eu posso precisar também
Sei que a maior herança que eu tenho na vida
É meu coração, amigo dos aflitos
Sei que não perco nada em pensar assim
Porque amanhã não sei o que será de mim...
Essa letra casa tão bem com a música e com a interpretação do Sting (do videoclip nem se fala!) que certamente não poderia deixar de ter percebido, mesmo que não entendesse uma palavra do que ele disse, há algum tempo. Acho que uma música (o conjunto mesmo da obra, físicos ou não, ideológicos, históricos etc.) realmente não se pode estudar, falar ou discutir sem que se goste. Não gostar de uma coisa e discorrer sobre ela em algum momento torna-se um tédio para quem fala e insuportável para que escuta. Sem dúvida ela - a música, o discurso, qualquer frase capaz de despertar o intelecto ou a sensibilidade - fala (ou incomoda) ao coração, mas não se deve desprestigiar o diálogo com aspectos de nossa vida, pois, acho, ela (e nada) não aparece sozinha(o) em nossos momentos de criação e de escuta, ou seja, na vida mesmo.
If I Ever Lose My Faith in you
You could say I lost my faith in science and progress You could say I lost my belief in the holy church
You could say I lost my sense of direction
You could say all of this and worse but
If I ever lose my faith in you There'd be nothing left for me to do
Some would say I was a lost man in a lost world You could say I lost my faith in the people on TV
You could say I lost my belief in our politicians
They all seemed like game show hosts to me
If I ever lose my faith in you
There'd be nothing left for me to do
I could be lost inside their lies Without a trace But everytime I close my eyes I see your face
Never saw no miracle of science That didn't go from a blessing to a curse Never saw no military solution That didn't end up as something worse but Let me say this first
If I ever lose my faith in you (If I ever lose my faith in you) There'd be nothing left for me to do (There'd be nothing left for me to do)
If I ever lose my faith If I ever lose my faith If I ever lose my faith If I ever lose my faith...in you
If I Ever Lose My Faith in you (Tradução)
Se eu perdesse minha fé em você
(tradução) Sting
Você poderia dizer que perdi minha fé na ciência e no progresso Você poderia dizer que perdi minha crença na santa igreja Você poderia dizer que perdi meu senso de direção Você poderia dizer tudo isso e mais mas Se eu perdesse minha fé em você Não haveria nada restante para mim fazer Alguns diriam que eu era um homem perdido num mundo perdido Você poderia dizer que eu perdi minha fé nas pessoas da TV Você poderia dizer que eu perdi minha crença nos nossos políticos Todos eles parecem apresentadores para mim Se eu perdesse minha fé em você Não haveria nada restante para mim fazer Eu poderia me perder nas mentiras deles Sem nenhum rastro Mas toda vez que fecho meus olhos Vejo seu rosto Nunca vi nenhum milagre da ciência O que não foi de benção para maldição Nunca vi nenhuma solução militar Que não acabasse como algo pior ainda mas Deixe-me dizer isto antes Se eu perdesse minha fé em você (Se eu perdesse minha fé em você) Não haveria nada restante para mim fazer (Não haveria nada restante para mim fazer) Se eu perdesse minha fé Se eu perdesse minha fé Se eu perdesse minha fé Se eu perdesse minha fé... Em você
Antes de escreverem sobre a tradução, ajudem o site no qual a pesquisei,
Vou lá chegar ao ápice da escrita e deixar lentamente a tinta escorrer ou talvez o lápis rasgar o papel, uma tesoura cortar um tecido qualquer? ... Posso não mais saber o que pensar?!
Essa é a mais doce perdição... de pensamentos. Ficar mesmo tudo branco, nunca por uma droga? Bela noção de drogas têm as mentes conservadoras ou conservadas de nossa sociedade. A verdadeira perdição (leia-se alheamento existencial) se curte sem qualquer artificialidade. Tudo pode ser produzido por nosso corpo, de maneira natural. Uma doce perdição é, no meu caso, a perdição pela palavra. Encontrar e perder os próprios ânimos num texto é uma tal viagem que não troco por muita coisa. Não a troco por qualquer coisa porque isso já é literatura e música: "Essa papo já tá qualquer coisa... Você já tá pra lá de Marrakech"
Essa coisa que meche com o olhar e afunda nossas cabeças num laguinho de papel, transborda a água-vida em nosso movimento através de, digamos assim, raias-pautas. E como se pode mergulhar nesse mundo submerso, nesse incômodo maravilhoso que pode muito tumultuar, um certo vício que, se não for complementado por certa visão de realidade não sobra nada - nada de responsa!
Quando cada criança estiver no alto de uma árvore, a gritar de alegria pelo final da brincadeira, estarei bem contente com a certa missão de vida, movimento involuntário de inspiração e expiração somente amalgamado por quem respira e faz algumas pausas (esteja-se ofegante) quando escreve uma palavra.